sábado, 22 de fevereiro de 2014

A importância das relações entre família e escola para o desenvolvimento infantil

Imagem retirada do site: http://blogs.piraidigital.com.br/

Por Andressa Hubner, Carolina Santos e Alice Ávila
Supervisão final: Daniela Delias

Os diferentes espaços educativos, formais ou não, desempenham um papel central no desenvolvimento humano. Em diferentes épocas e contextos de nossas vidas, vemo-nos envolvidos com processos de ensino-aprendizagem, motivo pelo qual as relações entre família e escola precisam ser pensadas de forma integrada. Contudo, é frequente o questionamento acerca dos papéis atribuídos a cada uma dessas instituições. Muitas vezes, pais e educadores sentem-se confusos quanto às responsabilidades de cada um sobre a educação infantil. 

Tradicionalmente, a escola costumava ser vista como o espaço onde se dá a aprendizagem formal. Porém, com o passar dos anos, cada vez mais papéis foram atribuídos a essa instituição. Nesse sentido, uma queixa frequente e atual entre os professores é que, para a criança, a escola ocupa o lugar da família, sendo o professor responsável por tarefas que não caberiam a ele, como, por exemplo, o estabelecimento de limites.

Contudo, podemos pensar que a melhoria na qualidade do ensino ocorre quando há uma boa interação entre família e escola. Nessa mesma direção, Knopf e Cerutti (2011) apontam em suas fundamentações teóricas que há cinco tipos de envolvimento dos pais com a escola: o primeiro consiste em a escola oferecer apoio e auxilio no que tange às dúvidas dos pais relacionadas ao ambiente escolar; o segundo diz respeito à importância de os pais prestarem opinião sobre o desenvolvimento do currículo escolar; o terceiro refere-se ao envolvimento dos pais em atividades da escola; o quarto consiste em os pais auxiliarem como monitores os filhos na realização das tarefas fora da escola; e o quinto refere-se ao interesse dos pais em relação à política da escola, participando de decisões. 

A comunicação igualitária entre família, escola e sociedade é de vital importância, e a partir do momento em que um desses eixos fica em silencio, acarreta em uma deficiência de informações para o aluno. Para Oliveiral e Martinsll (2007), quando o senso comum e o sensacionalismo das mídias são mais presentes do que a escola e a família, a criança pode se sentir coagida a se comportar de maneira mais violenta. 

Ainda que seja as necessidades do mundo contemporâneo dificultem a harmonia entre escola, família e sociedade, é necessário que haja uma tentativa maior de interação dos pais com a escola e um maior incentivo da mesma para que isso ocorra. E, também, interesse de ambos para que possam exercer a base fundamental para o bom desenvolvimento da criança tanto na escola quanto como um indivíduo ativo na sociedade.

Referencias:

CARVALHO, Maria Eulina Pessoa de. Modos de educação, gênero e relações escola-família. Cad. Pesqui. [online]. 2004, vol.34, n.121 [cited  2014-02-22], pp. 41-58 . Available from: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-15742004000100003&lng=en&nrm=iso>. ISSN 0100-1574.  http://dx.doi.org/10.1590/S0100-15742004000100003.

KNOPF, Cassiane; CERUTTI, Janaína. Relação entre família e a escola e seus impactos na educação. Disponível em: http://linguaportuguesa.uol.com.br/linguaportuguesa/gramatica-ortografia/36/relacao-entre-familia-e-a-escola-e-seus-impactos-na-264707-1.asp. 

OLIVEIRAL, Érika Cecília Soares; MARTINSLL, Sueli Terezinha Ferreira. Violência, sociedade e escola: da recusa do diálogo à falência da palavra. Disponivel em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-71822007000100013&lang=pt Psicol. Soc. vol.19 no.1 Porto Alegre Jan./Apr. 2007.

POLONIA, Ana Costa; DESSEN, Maria Auxiliadora. Relações Família e Escola. Disponível em http://repositorio.bce.unb.br/bitstream/10482/6226/1/ARTIGO_ BuscaCompreensaoRelacoesFamiliaEscola.pdf, em 13 de junho de 2011.

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