sexta-feira, 29 de março de 2013

A pré-história de um bebê

Google - sem informação de autoria


Por Mariana Guariento Machado, Fernanda Carmine Baum, 
Denise Silveira da Rosa, Cláudia Andréia Pereira Peixoto e Vivian Halfen Porto


Por que eu nasci? De onde eu vim, mamãe? Por que tenho esse nome? Como era a minha vida na sua barriga? E antes disso? Você me planejou? E o meu pai, o que achava de tudo isso? A minha história não começou quando nasci, mas nos sonhos dos meus pais...
Não raras vezes, diz-se de um bebê que ele é a extensão de seus pais, seja o filho biológico ou adotado, uma vez que perpetua o sobrenome e as histórias de sua família. Quantas vezes ouvimos as expressões “Filho de peixe, peixinho é” ou “Tal pai, tal filho”? Porém, o nascimento de um filho pode representar tanto o desejo de continuidade como de ruptura de expectativas e padrões familiares. Seja como for, é plausível pensar que a história de uma criança não começa exatamente no momento da concepção ou do parto, mas, antes disso, nas expectativas, realizações e, até mesmo, frustrações de sua família de origem. A essa história que começa muitas vezes na infância dos pais, em suas brincadeiras, experiências com os próprios pais e reflexões sobre os papéis de pai e mãe, chamamos de “pré-história de um bebê”.
Antes mesmo de ser concebido, o bebê “imaginário” é rodeado de expectativas. Será que vai nascer saudável? É menino ou menina? Qual profissão, religião, time ou modo de vida ele vai seguir? As primeiras identificações e referências surgem na interação com os pais ou cuidadores, que naturalmente projetam em seus pequenos desejos relacionados ao que consideram saudável e adequado a uma criança. Porém, é preciso que, ao longo do desenvolvimento, se preserve um espaço para que o bebê se constitua como um indivíduo capaz de desejar coisas e sentir realização em suas próprias vivências.
O desejo de ter um filho é vivido de forma muito singular por cada pessoa ou casal. É importante considerar que o contexto social e cultural em que se está inserido também influencia fortemente as representações dos futuros pais sobre maternidade e paternidade. Em relação a isso, podemos nos perguntar: será que há um momento certo para se ter um filho? É possível que esse momento seja ideal para os pais? Alguns casais consideram importante postergar a parentalidade até que se tenha conseguido estabilidade profissional e financeira. Outros, no entanto, entendem a construção da família como algo estruturante em si, que inclusive dará forças para novas conquistas e reconhecimento social. Há também situações em que a chegada do bebê não foi planejada, constituindo-se uma “surpresa”. De qualquer forma, com ou sem planejamento, a presença do bebê coloca as novas famílias diante de importantes necessidades de adaptação e costuma representar uma importante mudança para as mais diferentes configurações: famílias nucleares, casais hetero ou homoafetivos, famílias monoparentais, entre outras. 

Referência:

EIZIRIK, Cláudio Laks; KAPCZINSKI, Flávio; BASSOLS, Ana Margareth Siqueira (Orgs.). O ciclo da vida humana: uma perspectiva psicodinâmica. Porto Alegre: Artmed, 2001.

Supervisão: Profª Drª Daniela Delias de Sousa

2 comentários:

  1. Pô tá muita legal....parabéns gurias....Dani essa é a melhor prova que já tive...Muito legal mesmo.

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  2. Tá muito lindo, ficou muito legal mesmo, parabéns gurias e Dani, essa foi uma ótima idéia meus parabéns.

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